quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Amanhã pode ser tarde! ...


No último fim de semana tive o privilégio de estar com preciosos irmãos em Coronel Fabriciano, cidade do Vale do Aço aqui nas Minas Gerais. Foi um tempo delicioso de compartilharmos a palavra de Deus e experiências que muito nos ensinaram.

Entre essas experiências, uma me chamou atenção em especial. Estávamos alegremente indo para Ipatinga, cidade vizinha a Coronel Fabriciano, depois da ministração de sábado à noite, rumo a uma pizzaria. A jovem Lorhuama, que nos guiava até o jantar, nos contou um acontecimento trágico que marcou sua vida, sua família e também sua igreja. Há cinco anos seu pai era o pastor da igreja onde eu acabara de ministrar. Seu ministério foi encerrado um dia antes do ano de 2004 acabar. Na ocasião, ele estava coordenando e vistoriando a construção da sede da igreja quando a parede de um barracão que seria demolido ali naquele terreno desabou sobre ele.

Aos olhos humanos, as circunstâncias e os detalhes do acidente são dolorosos demais. Um homem comprometido com Deus trabalhando para ver seu reino expandido; toda a família envolvida em ganhar almas para o Senhor; havia um belo terno escolhido para a celebração do ano novo; a gravata, de seda, era presente da filha e a musica escolhida para o culto da virada do ano seria: “Jesus eu quero ficar contigo, eu quero ser Teu amigo, quero comer no Teu prato, calçar os meus pés nos Teus sapatos, e arrastar…” (Intimidade – Pr. Cirilo)

Em um instante, tudo mudou! A vida de quem ficou jamais seria a mesma.

Quando cheguei a Belo Horizonte, domingo por volta do meio dia, recebi assustada a triste notícia do falecimento do esposo e do irmão de Marina de Oliveira. Também um acidente trágico, mudando o rumo da vida de tantas pessoas.

Somos tão pequenos… Nossa vida é como um sopro! Fazemos planos, projetos, esquecendo-nos de que tudo pode se alterar repentinamente, mudando-nos para sempre. O que nunca muda, é o amor de Deus por nós. O amor que ajudou a família de Lorhuama a prosseguir amando a Deus e que certamente irá sustentar a querida Marina e todos os seus familiares, em nome de Jesus!

Eu quero, neste post, levar você a refletir um pouco respondendo a algumas perguntas que eu também estou tentando responder:

1. Você tem amado aqueles que Deus te confiou diretamente como família?
2. Você declara esse amor, verbalmente e com atitudes?
3. Você precisa consertar alguma situação pedindo e/ou liberando perdão para alguém?
4. Você tem priorizado pessoas, ou as tarefas e coisas absorvem mais de você?
5. Você tem orado, adorado, estudado a Palavra de Deus ou está muito ocupado com a “obra de Deus”?

A vida é breve e, inesperadamente, podemos passar ou perder alguém querido.

Que a presunção que permeia a humanidade não encontre abrigo em nossos corações. Vivamos amando e perdoando as pessoas como se hoje fosse o último dia aqui. O seu, o meu ou o delas.

Um abraço,
Helena Tannure

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